la lhorona.

quinta-feira, maio 07, 2009

hoje, deliro em prosa. mesmo porque a poesia anda um tanto escassa nesses meus quase trinta. uns diriam ser parte da tão almejada maturidade; ou que, com o tempo, vamos ficando realistas e a ilusão vai se perdendo. naquele blá blá blá de 'pés no chão' e tudo mais. pode até ser...

como diria o meu Baleiro: "a poesia está morta, mas juro que nã fui eu". na verdade, não juro... tenho parte nesse crime. engolí cada dose de veneno que me chegou à boca. agora, estou aqui sem nem um Prozac pra aliviar a dor.

se ao menos eu fumasse, faria pose de diva com os olhos bem delineados e um copo de Uísque nas mãos. mas, meu drama é bem latino, combina mais com as doses de tequila e aqueles boleros beirando a cafonice. nos olhos? as lágrimas negras, me levando bem mais que maquiagem.

Ventura.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009


tuas palavras, tiram as minhas.

me deixam a pele rubra, mais que os cabelos.
ainda elas, me dão o que teus olhos esconderam.
ontem, faltou virar-te o rosto e ler na retina.

hoje, meu peito sorri ao acaso.
um só dia separa a fera que nos une os sentidos.
dois passionais, na arte se (re)conhecem.
uma singularidade que segue, aos pares,por onde os pés já caminh(ar)am.
a lama do teu quintal,é também minha.
tenho no sangue, tal a Risoflora de Science.

amanhã, se vens mesmo,
te levo a voar nas asas da águia azul.
e ainda faço um retrato,daqueles de parede.
assim, leva contigo um pedaço do tempo.

Antes do adeus.

sábado, janeiro 10, 2009


não preciso de ti, melhor como está.

posso viver sem meus dedos em teus cachos
ou a barba por fazer, arranhando a nuca.renego até o cheiro que adormecia os sentidos
e a saliva que matava toda a sede.teus ouvidos, não quero mais!
e nem a voz que me calava.
fica como herança,tudo que restou.

mas me devolve a moça apaixonada.
preciso dela pra deixar de sobreviver.