hoje, deliro em prosa. mesmo porque a poesia anda um tanto escassa nesses meus quase trinta. uns diriam ser parte da tão almejada maturidade; ou que, com o tempo, vamos ficando realistas e a ilusão vai se perdendo. naquele blá blá blá de 'pés no chão' e tudo mais. pode até ser...
como diria o meu Baleiro: "a poesia está morta, mas juro que nã fui eu". na verdade, não juro... tenho parte nesse crime. engolí cada dose de veneno que me chegou à boca. agora, estou aqui sem nem um Prozac pra aliviar a dor.
se ao menos eu fumasse, faria pose de diva com os olhos bem delineados e um copo de Uísque nas mãos. mas, meu drama é bem latino, combina mais com as doses de tequila e aqueles boleros beirando a cafonice. nos olhos? as lágrimas negras, me levando bem mais que maquiagem.
Recolhimento
Há 9 anos

