tuas palavras, tiram as minhas.
me deixam a pele rubra, mais que os cabelos.
ainda elas, me dão o que teus olhos esconderam.
ontem, faltou virar-te o rosto e ler na retina.
hoje, meu peito sorri ao acaso.
um só dia separa a fera que nos une os sentidos.
dois passionais, na arte se (re)conhecem.
uma singularidade que segue, aos pares,por onde os pés já caminh(ar)am.
a lama do teu quintal,é também minha.
tenho no sangue, tal a Risoflora de Science.
amanhã, se vens mesmo,
te levo a voar nas asas da águia azul.
e ainda faço um retrato,daqueles de parede.
assim, leva contigo um pedaço do tempo.

