quinta-feira, setembro 04, 2008


D
esejo vomitar,em teu seio,o alimento que sorvi
mas a dormência emocional me impede de fazê-lo

Com a garganta em nó cego, vago na escuridão
Meu silêncio braveja as palavras acéfa
las
da inércia que adormece o movimento
Jaz em corpo débil e desorientado
que nem Freud explicaria
Ensaia alguns passos
mas segue à seco
Então tropeça

Quase cai
E fim.

(04 - 09 - 2008)


"Dos traumas que a gente só sente
Depois de crescer"

3 andar(es):

Carlos Howes disse...

"Dos traumas que a gente só sente
Depois de crescer"

O poema soou como uma consequência da frase, sabe?

E eu adorei isso.

Aliás, essa frase tá me martelando aqui...

Beijo, irmã.

Ciba disse...

contrariando Freud? Ou auto-afirmando?

ai ai... tantos traumas que surgiram (e ainda surgem).
quero te ver menina... sai da toca!
;*

Ygor P. disse...

essa versão é a melhor de todos os tempos.

do poema eu não palpito, arrisco. é todo teu.

:*