Maldição

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Na maldição das palavras maldisse seu destino. Fez com ele pior do que aos seus inimigos, até porque não os tinha ou não soubera deles. Acreditou no que lhe fora conveniente ao temor e descrença de seu presente. Deu a si o benefício da dúvida e o malefício da hesitação. Tomou de outras bocas a profecia mal-dita e a legitimou absoluta. Adormeceu desejos e sentidos. Veio a paralisia (in)voluntária, um cansaço de tudo e todos, a morte. Então, descobriu que o inferno não são os outros. Profano foi seu coração.

E assim foi sem vírgula ou exclamação. Apenas ponto final.

1 andar(es):

Carlos Howes disse...

E que tal tentar um "backspace" nesse ponto final? E partir disso rescrever novas linhas?

Eu sei que temos algumas fraquezas, e uma delas é tender às vezes nos deixar levar por aquilo que nos põe abaixo (um exemplo é a hesitação citada). Mas é preciso resistência. E apoio fraternal! ;)