Era ela...Eu a reconheci.
Era ela que adentrara minha janela
Na verdade...Nem tão mais bela
Mais ainda ela
Estava ali em minha morada
A me olhar assustada
E a provocar-me arrepios
Numa noite deveras quente
A exalar vapor tão latente
As estrelas se desnudam sem pudor
E o calor incita uma calma aparente
Quase que anestésica
E vê-se nela o desespero
Como se quisesse gritar ao mundo
Algo terrível ou primoroso
Seu corpo de aparência frágil
Debatia-se em agonia
Chegando a quase explodir
Tamanha sua euforia
E se lembrara de tempos passados
Àqueles em que esteve sob a terra
E de como foi difícil crescer
Para então ter forças e voar alto
Mas agora, ao vê-la formosa
Percebo que seu único desejo
É cantar para o amor
Com tamanha energia
Que não me surpreenderia
Se um dia o encantasse
( o7/03/06)
Recolhimento
Há 9 anos


0 andar(es):
Postar um comentário