terça-feira, dezembro 26, 2006

Pode um ser, senão humano, pensar n'outro a cada dia, tendo-o visto tão poucas vezes?
E seria isso, o estar apaixonado?
Aos romances de outrora, essas questões soariam como tolices
Pois muitas foram às tardes em que a moça o esperara em sua janela
E, ao vê-lo passar, sentia o coração encher-se de uma alegria deveras sublime
Sendo assim de tal forma intenso, aos seus sentidos, tamanho sentimento não poderia ser outro senão o amor.

Hoje, a moça duvida do que lhe diz o coração e até tenta racionalizar o sentir
Mas sempre que pode, corre à jan[t]ela e espera, ansiosa, avistar o formoso rapaz
Aquele que habita seus sonhos e a acompanha aos passos pelas noites insones
O mesmo por quem suspira em silêncio, enquanto busca entre as palavras, a certeza de estar enamorada
Tola...Pensaria você...Mas, na verdade, a moça reconhece o sentimento
Só não sabe agora, o que será feito de seu pobre coração apaixonado...


(26/03/06)

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