terça-feira, dezembro 26, 2006


Meu ódio dar-te-ei,
Por tudo que não me fizeste.
Por todas as noites que não me tomaste em teus braços,
Por todo afago que me sonegaste.

Sim, ódio... Porque “não raro, o amor se converte em ódio”.
E é de tal forma intenso que se confunde aos anseios que outrora me tomaram o pensamento.
O desejo de te sentir em meus lábios,
De ter teus dedos a entrelaçar – me às longas madeixas,
Experimentar teu sexo a tocar meu ventre até minh’alma gozar em êxtase,
Ou ainda ouvir, ofegante, tua respiração ao repousar, em meu seio, a exaustão.

Mas eis que a avisto em teus braços, enquanto estou aos teus pés.
E sinto arder meu corpo...Não mais de desejo...
Mas é só minha, minha dor e meu...Todo o amor.
Porque o que me dilacera, também me acaricia.
E isso, ninguém poderá me tirar...Nem mesmo você.



[Fev.2006]

2 andar(es):

Anônimo disse...

Maravilhoso!
Uma intensidade angustiante. Mas muito prazeroso de se ler.

"Porque o que me dilacera, também me acaricia."

Um NOVO ANO de muitas felicidades e mais inspiração!

Amei mesmo seu blog!

Bjos!

Anônimo disse...

Palavras fortes e cruas.

Acho que muita coisa aconteceu de lá para cá, hein? =)


=** irmã